25 out

Ascensão das classes C e D movimenta o mercado de fitness que aposta em academias de baixo custo

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Academias baixo custo

O crescimento notável das classes C e D vem sendo sentido no mercado há muito tempo, mas ainda não havia sido explorado em algumas áreas, como o fitness. Percebendo essa lacuna grandes redes resolveram apostar em uma nova modalidade de academias, as de baixo custo.

O grupo Bodytech, por exemplo, inseriu no mercado a Fórmula, que possui mensalidade entre R$ 89 a R$ 180. Para efeito de comparação, nas unidades da Bodytech o preço médio é de R$ 300.

Com o êxito, o grupo já pensa em abrir, no primeiro trimestre de 2012, duas unidades da Fórmula em São Paulo – uma própria, na zona sul da cidade, e outra por meio de franquia, em bairro ainda a ser definido.

O diretor-executivo da rede Fórmula, Mário Esses, diz que as unidades da Fórmula têm entre 400 m² e 800 m² e oferecem o que uma academia tradicional de bairro costuma ter: bicicletas, esteiras e equipamentos para exercícios de musculação, além de algumas aulas coletivas, como a de spinning.

Apesar de possuírem equipamentos semelhantes, têm uma estrutura bem diferente das academias Bodytech, que chegam a se espalhar por 4.000 m² de área e se assemelham a um clube, com piscinas, aulas de dança e lutas e atendimento ao público infantil.

“A ideia é oferecer uma opção para um público que quer mais conveniência por um bom custo-benefício”, diz Esses.

O diretor da Fórmula afirma que a expectativa é levar para a academia uma parte da população que não tinha acesso a bons serviços ou por causa do preço ou porque não encontrava uma boa opção perto de casa.

Segundo um levantamento do Instituto Data Popular, a população de classe média emergente representa, hoje, 52% dos brasileiros que praticam atividade física em academias de ginástica no país.

Esteira e bicicleta ergométrica
A rede Smart Fit foi criada por outro grande grupo, o Bio Ritmo, em 2009, também de olho no público que quer fazer musculação e exercícios na esteira e na bicicleta ergométrica. Já conta com 26 unidades espalhadas pelo país e mais dez serão abertas até o fim do ano. Os valores das mensalidades vão de R$ 49 a R$ 69.

A maioria das unidades funciona em bairros de classe AB, como a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mas já existem unidades em funcionamento também em bairros de classe média e em cidades do interior. Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal, sedia uma unidade com foco na classe C.

“O aumento da renda do brasileiro nos últimos anos foi destinado a consumo, e isso é bom para o setor”, diz Edgard Corona, fundador e presidente do Grupo Bio Ritmo.

Setor tem grande potencial de crescimento
A estratégia das empresas é baseada nos números do setor, que mostram que ainda há grande potencial de crescimento no país. Existem hoje, no Brasil, 18.195 academias, segundo os dados da associação que representa o setor. O número só é superado pelo dos Estados Unidos, onde existem 38 mil estabelecimentos.

A quantidade de alunos, porém, ainda é relativamente pequena: com 190 milhões de habitantes, o Brasil tem apenas 5,4 milhões de pessoas frequentando academias. É praticamente o mesmo número de alunos do Canadá, que tem uma população de 35 milhões de pessoas.

Fonte: UOL Economia



 

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